Em 30 segundos
  • A maioria das pintas é benigna e não exige tratamento.
  • A regra ABCDE ajuda a reconhecer sinais suspeitos.
  • Pinta que muda, coça ou sangra merece avaliação.
  • Câncer de pele detectado cedo tem mais de 90% de chance de cura.

Por que uma mancha nova chama atenção?

Nossa pele muda ao longo da vida — sol, hormônios e o envelhecimento fazem surgir manchas e pintas o tempo todo, e a imensa maioria é inofensiva. O que importa não é a existência da mancha, e sim o seu comportamento: se está mudando, se destoa das demais ou se apresenta sintomas.

O motivo de atenção é o câncer de pele — o câncer mais comum no Brasil. A boa notícia: quando identificado cedo, a chance de cura ultrapassa 90%.

A regra ABCDE

Um roteiro simples para avaliar pintas. Se uma delas tem uma ou mais dessas características, vale mostrar a um médico:

  • A — Assimetria: metades diferentes entre si.
  • B — Bordas: irregulares, serrilhadas ou mal definidas.
  • C — Cor: mais de uma cor na mesma lesão.
  • D — Diâmetro: maior que 6 mm (embora menores também contem).
  • E — Evolução: qualquer mudança de tamanho, forma, cor, coceira ou sangramento. O critério mais importante.

"O “E” de Evolução é o mais decisivo. Uma pinta que sempre foi igual costuma ser tranquila; uma que está mudando merece ser olhada."

Sinais que pedem avaliação sem demora

  • Pinta que cresceu ou mudou de cor nas últimas semanas
  • Ferida que não cicatriza em 3–4 semanas
  • Lesão que coça, arde, sangra ou forma crostas
  • Uma pinta "diferente de todas as outras" (sinal do patinho feio)
  • Mancha escura nova na sola do pé, palma ou embaixo da unha
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Atenção redobrada

Lesões que sangram sozinhas, crescem rápido ou surgem embaixo das unhas devem ser avaliadas com urgência. Não espere "para ver se some".

Quem tem mais risco

  • Pele, olhos e cabelos claros; tendência a queimar
  • Queimaduras solares na infância ou bronzeamento artificial
  • Muitas pintas (mais de 50) ou pintas atípicas
  • Histórico pessoal ou familiar de câncer de pele
  • Imunossupressão

O que fazer agora

1

Fotografe a lesão

Com boa luz e uma régua ao lado para referência de tamanho.

2

Não cutuque

Manipular ou usar receitas caseiras pode mascarar o diagnóstico.

3

Agende uma avaliação

O exame é rápido e indolor. Quando necessário, usa-se a dermatoscopia.

4

Mantenha o autoexame

Uma vez por mês, observe a pele inteira no espelho.

A telemedicina permite uma triagem inicial útil a partir de boas fotos. Se a lesão exigir dermatoscopia, você é orientado ao presencial.

Tem uma mancha que te preocupa?

Não fique na dúvida. Agende uma avaliação — presencial em Porto Alegre ou por telemedicina. Quanto antes, melhor.

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