- É o câncer mais frequente no Brasil, ligado à exposição solar.
- Os tipos mais comuns têm cura próxima de 100% quando precoces.
- O melanoma é mais raro, porém mais agressivo — exige atenção.
- A frequência do rastreio depende do seu perfil de risco.
Os tipos de câncer de pele
Nem todo câncer de pele é igual. Entender a diferença tira boa parte do medo:
- Carcinoma basocelular: o mais comum. Cresce devagar, raramente se espalha, mas precisa ser tratado.
- Carcinoma espinocelular: também ligado ao sol, um pouco mais agressivo que o basocelular.
- Melanoma: menos comum, porém o mais perigoso — pode se espalhar se não tratado cedo. É onde a detecção precoce mais salva vidas.
"A mensagem central é otimista: a grande maioria dos cânceres de pele é curável quando encontrada cedo. O rastreio existe justamente para isso."
Quem deve fazer rastreio
Todo adulto se beneficia de olhar a própria pele, mas alguns grupos devem ter acompanhamento dermatológico regular:
- Pele clara, sardas, ruivos ou loiros
- Histórico de queimaduras solares ou bronzeamento artificial
- Muitas pintas ou pintas atípicas
- Casos de câncer de pele na família
- Trabalho ou lazer com muita exposição solar
- Transplantados e imunossuprimidos
- Quem já tratou um câncer de pele antes
Com que frequência?
| Perfil | Frequência sugerida |
|---|---|
| Baixo risco, sem pintas atípicas | Autoexame mensal + avaliação quando notar mudança |
| Risco moderado (pele clara, muito sol) | Avaliação dermatológica anual |
| Alto risco (muitas pintas, histórico) | A cada 6–12 meses, com mapeamento |
| Já tratou câncer de pele | Conforme orientação médica, geralmente 6/6 meses |
Ele é ótimo para perceber mudanças, mas a dermatoscopia enxerga o que o olho não vê. Um complementa o outro.
Como é o exame
A avaliação é simples, rápida e indolor. O médico examina a pele com um dermatoscópio — uma lente com luz polarizada que amplia as lesões e revela padrões invisíveis a olho nu. Quando indicado, faz-se o mapeamento corporal, com fotos que permitem comparar as pintas ao longo do tempo.
Se alguma lesão for suspeita, o próximo passo costuma ser uma pequena biópsia, feita com anestesia local no próprio consultório.
Prevenção que funciona
- Protetor solar diário, reaplicado a cada 2–3 horas ao ar livre
- Evitar sol entre 10h e 16h; buscar sombra
- Chapéu, óculos e roupas com proteção UV
- Nunca usar câmaras de bronzeamento
- Autoexame mensal e avaliação periódica
Faça seu rastreio de pintas
Agende uma avaliação dermatológica com dermatoscopia. É rápido, indolor e pode salvar sua pele — literalmente.
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