Em 30 segundos
  • A queda costuma começar 2 a 3 meses depois do gatilho, por isso quase ninguém liga uma coisa à outra.
  • Febre alta, covid, cirurgia, parto, dieta e estresse intenso são gatilhos comuns.
  • Na maioria das vezes é temporária.
  • Quando passa de 6 meses, ou o cabelo afina na risca, pode haver outra causa por trás.

Você se reconhece?

  • Os fios estão caindo em quantidade, no banho, na escova e no travesseiro.
  • Há alguns meses você teve febre alta, covid, uma cirurgia, um parto ou perdeu peso rápido.
  • O rabo de cavalo está mais fino.
  • Você já tentou xampu e vitamina por conta própria e nada mudou.

Se a história parece com a sua, vale entender o que está acontecendo antes de gastar com produto que não trata a causa.

Por que o cabelo cai meses depois

Cada fio passa por uma fase de crescimento, uma de repouso e, por fim, cai para dar lugar a um novo. Um choque para o corpo, como febre alta ou uma cirurgia, faz muitos fios saírem da fase de crescimento ao mesmo tempo. Eles ficam em repouso por cerca de três meses e só então caem, todos juntos. Esse quadro se chama eflúvio telógeno.

Por isso a queda assusta tanto: ela aparece quando o gatilho já passou e parece não ter explicação.

Quando é mais do que isso

O eflúvio costuma melhorar sozinho quando a causa passa. O problema é que ele pode vir junto com outras situações, ou revelar algo que já estava começando:

  • Alterações da tireoide e falta de ferro, que mantêm a queda ativa.
  • A calvície de padrão genético, que também afina os fios e pode ser “acordada” por uma queda forte.
  • Queda que não para depois de seis meses, chamada de eflúvio crônico.
  • Falhas arredondadas, coceira, descamação ou dor no couro cabeludo, que apontam para outras doenças.

Diferenciar essas situações exige olhar o couro cabeludo de perto, com a dermatoscopia, e entender a sua história. Para entender os outros tipos de queda, leia Calvície ou outra coisa?

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Deixar para depois tem preço

Quando há outra causa por trás, cada mês sem tratamento é um mês de fios que poderiam ter sido mantidos. Na calvície de padrão genético, o folículo que afina por muito tempo pode não voltar a produzir um fio grosso.

O que você leva da consulta

  • Se é só eflúvio, que tende a passar, ou se há outra causa junto.
  • Quais exames fazem sentido no seu caso, e quais não.
  • Um plano de tratamento para a causa, não para o sintoma.
  • Quando esperar a melhora e como acompanhar.
Por que avaliar comigo
  • Médico há mais de 5 anos, com 3 anos de residência em Dermatologia no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA)
  • Atuação diária em ambulatórios de dermatologia clínica, cirúrgica e oncológica
  • Consulta com tempo para ouvir, examinar e explicar o plano passo a passo
  • Condutas baseadas em evidência científica — sem promessas milagrosas

Perguntas frequentes

Vou ficar careca?

Na maioria das vezes, não: o eflúvio é temporário e o cabelo volta. O que preocupa é quando a queda passa de seis meses ou o cabelo afina na risca, porque aí pode haver outra causa por trás.

Quanto tempo dura?

Em geral alguns meses depois de o gatilho passar. Se dura mais de seis meses, vale investigar.

Preciso fazer exames?

Muitas vezes, sim. Quais exames pedir depende da sua história, e é isso que a consulta define.

Dá para consultar por telemedicina?

Sim. A história e fotos do couro cabeludo ajudam muito, e os exames podem ser pedidos com assinatura digital. Se o exame de perto for necessário, você é orientado para o presencial.

O cabelo está caindo e você não sabe por quê?

Na consulta você entende a causa da queda e sai com um plano para ela. Presencial em Porto Alegre ou por telemedicina.

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